SEGURANÇA E TECNOLOGIA

Entenda o blockchain em menos de 10 minutos

Tempo de leitura: 3 minutos

De meados de 2017 para cá, a palavra blockchain tem ganhado cada vez mais espaço na mídia e nas conversas entre amigos. Ela deixou de ser assunto de “nerd” para se tornar algo viável mesmo que ninguém saiba exatamente a dimensão de seu impacto.

Já deu para entender que ele é diferente de tudo o que conhecemos, mas afinal o que é blockchain?

Em apenas uma frase podemos defini-lo como uma tecnologia que dá segurança e confiabilidade à troca e ao armazenamento de informações entre participantes de uma rede, sem a necessidade de intermediários ou de uma entidade centralizadora.

Resumindo ainda mais, blockchain é como um livro registro que guarda informações de forma segura e inviolável. Entendeu? 🙂

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Não é magia, é tecnologia

Apresentado ao mundo em 2008 juntamente com o Bitcoin por Satoshi Nakamoto, o blockchain se diferencia de qualquer outro sistema por possuir uma arquitetura descentralizada. Contudo, ele não é o Bitcoin como já explicamos nesse post.

Isso quer dizer que seus registros não ficam armazenados apenas em um lugar, pelo contrário, todos os participantes da rede recebem uma cópia com os dados sobre as transações realizadas.

Como o blockchain é descentralizado, as transações realizadas nele são peer-to-peer, ou seja, efetuadas de pessoa para pessoa, sem intermediários.

E quando falo transações não quero reduzir o termo só a dinheiro, pode ser uma propriedade, uma música ou qualquer outra coisa que tenha valor.

Essas características podem garantir agilidade e segurança em diversos processos e possibilitar inúmeras maneiras de aplicações.

A prática

Conforme já explicamos o blockchain é uma rede distribuída, sem intermediários para realizar ou validar uma transação, tornando o processo mais rápido, confiável e com custos menores.

Dentro do ecossistema, cada usuário e transação possui uma identificação própria, promovendo outro fator importante para seu funcionamento, a privacidade.

As informações de usuários e transações são armazenadas em blocos e aqui fica mais fácil compreender a razão do nome blockchain, em português, ele significa “cadeia de blocos”.

Cada bloco segue algumas regras como: ter um número máximo de transações e conter apenas operações validadas, indicando que ambas partes aceitaram os termos propostos na ação.

Enquanto as transações aguardam para ser inclusas em um bloco, elas ficam dentro de uma estrutura chamada de pool. Os computadores da rede competem para ver quem consegue encontrar um bloco válido dentro do pool.

A máquina que localizou um bloco apto avisa as demais para que a checagem seja feita e haja um consenso para validá-lo. São verificadas o remetente e o destinatário, se não há duplicidade na operação, se quem a iniciou tem saldo, etc.

O problema é que essa tarefa, chamada de mineração, requer alto poder computacional e leva muito tempo, enquanto validar um bloco existente pode ser uma questão de segundos.

Depois de validar a autenticidade de todas as transações, o bloco é criptografado e inserido no blockchain. As informações gravadas são invioláveis e ficam visíveis para todos os participantes.

Ah! Vale lembrar que os dados são inseridos nos blocos de forma sintagmática, fazendo referência ao bloco anterior no novo bloco.

Viu? O blockchain é mais fácil de compreender do que você imaginava! Para te ajudar a dominar o tema, confira o resumo das características dele abaixo:

Quer ter certeza de que entendeu o blockchain? Faça o teste abaixo!

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