SEGURANÇA E TECNOLOGIA

BC vai permitir troca de informações via blockchain

Banco Central
Tempo de leitura: 2 minutos

O Banco Central do Brasil e outros órgãos do Sistema Financeiro Brasileiro (SFN) vão trocar informações por meio de uma plataforma baseada em blockchain, chamada Plataforma de Integração de Entidades Reguladoras (Pier).

A ferramenta possibilita a troca entre o BC e outros órgãos reguladores, como a Susep, a CVM e a Previc. Eles vão usar essas informações para compartilhar dados referentes aos processos de autorização das instituições financeiras, incluindo informações sobre processos e controle corporativo de entidades reguladas pelo Banco Central do Brasil.

“Atualmente, existem algumas trocas de informações relativas a processos autorizativos que são manuais. O servidor de uma das instituições entra em contato com as demais por ofício ou e-mail. Há algumas consultas realizadas através de sistemas, mas que ainda exigem um certo grau de intervenção humana. A CVM, por exemplo, faz consultas diretamente ao Unicad sobre processos autorizativos”, afirma Aristides Andrade Cavalcante, chefe adjunto no Deinf. A tecnologia blockchain foi escolhida por permitir troca horizontal de dados entre os órgãos que vão utilizar a plataforma Pier.

“Os modelos de negócio tradicionais de troca de informações entre diversos órgãos pressupõem a existência de uma entidade centralizadora, que acaba exercendo operacionalmente uma certa hierarquia sobre as demais, o que muitas vezes não reflete a realidade. Além disso, o blockchain registra todos os dados de solicitação utilizando assinaturas criptográficas, de maneira que é possível afirmar a qualquer momento que os dados são de autoria da instituição que os registrou e que não foram manipulados por nenhuma outra entidade, mantendo a autenticidade das informações”, explica Cavalcante.

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Outra vantagem do blockchain é que, uma vez registrados, os dados não podem ser apagados. A tecnologia também facilita a disponibilização de informações sob demanda, isto é, cada órgão terá total controle sobre o que é transferido e de qual maneira.

Na plataforma Pier, cada instituição terá a liberdade de cadastrar quais informações deseja fornecer aos demais integrantes da rede e de que forma as informações podem ser encontradas.

Inicialmente, prevê-se que as instituições permitam o acesso a informações pertinentes a processos punitivos, mas a permissão de acesso a qualquer informação que seja de interesse mútuo pode ser acrescentada por qualquer participante.

“A automação do processo de pesquisa e, ao mesmo tempo, a garantia de autenticidade e autoria das informações vai trazer eficiência. As informações poderão ser recuperadas de forma quase imediata em qualquer órgão, e a incidência de erros será reduzida por conta da eliminação do processo manual de recuperação e envio de dados. Espera-se que, juntos, agilidade e menos erros reduzam custos”, diz o chefe adjunto. O mapeamento dos dados para o compartilhamento inicial faz parte do Projeto IntegraBC, que busca integrar interna e externamente os processos de trabalho para atender demandas feitas pelas entidades supervisionadas ou de potenciais ingressantes no SFN.

O Pier está em desenvolvimento pelo departamento de TI do Banco Central do Brasil e deve entrar em operação até o final do ano.

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Redação CoinBene
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