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Bitcoin: a criptomoeda mais famosa do mundo

Bitcoin
Tempo de leitura: 4 minutos

Certamente você já ouviu falar em Bitcoin. Mas você já parou pra pensar como a moeda digital mais famosa do mundo surgiu? Calma, a gente te explica como tudo começou.

Bitcoin é a primeira implementação do conceito de criptomoeda descrito em 1998 por Wei Dai na lista de discussão cypherpunks. Ele sugeria uma nova forma de dinheiro que usa criptografia para controlar sua criação e as transações em vez de uma autoridade central.

O Bitcoin é uma moeda digital criada em 2008 por Satoshi Nakamoto, cuja identidade é desconhecida. Há quem diga que esse é um pseudônimo para um grupo de programadores, mas não há nada comprovado. Ele (ou eles) deixou o projeto em 2010, e nunca mais deu notícias.

Voltando ao Bitcoin: a moeda é descentralizada e pública, sem o controle de uma instituição financeira ou de um governo. Todas as informações relativas às moedas e às transações ficam armazenadas na rede, em um espaço chamado cadeia de bloco, o blockchain.

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Essa tecnologia garante a segurança e confiabilidade das transações, pois todas as informações registradas são permanentes e à prova de violação. Inclusive o blockchain é usado em diversas áreas, até mesmo por bancos, para agilizar e dar transparência a operações financeiras.

Como o blockchain funciona?

Blockchain é uma espécie de banco de dados descentralizado que usa criptografia para registrar informações. No universo das moedas digitais ele funciona como um livro de contabilidade onde estão descritas todas as movimentações dos ativos.

A tecnologia é descentralizada, ou seja, não existe lugar ou indivíduo que centralize essas informações. Elas estão presentes em todos os computadores que fazem mineração.

Depois que uma transação é feita, não é possível alterá-la. Entretanto, apesar da transparência nos processos, os usuários são anônimos e, portanto, não têm a identidade revelada.

E o que é Mineração?

Trata-se do processo que usa a capacidade de processamento para validar as operações realizadas na rede, garantindo sua segurança e a sincronia de todos os participantes do sistema.

Na mineração, um computador realiza cálculos matemáticos complexos para solucionar uma equação criptográfica. Dessa forma, ele verifica e valida transações feitas com a moeda.

Toda vez que um algoritmo é solucionado, um novo bloco é criado e adicionado ao blockchain. Em troca, quem resolveu o problema matemático recebe bitcoins como recompensa.

Todavia, o sistema dificulta a criação de novos blocos pelas mesmas pessoas para aumentar a segurança. Um novo bloco é criado, em média, a cada dez minutos.

Na prática, a autenticidade de todas as transações que ocorreram nesse intervalo é verificada. Por exemplo, é checado se não houve duplicidade, se o Bitcoin chegou ao destino correto, entre outros itens.

Quando as transações são validadas, o bloco é criptografado e inserido no blockchain. Os dados gravados são invioláveis e ficam visíveis para todos.

Esses blocos juntos formam um grande banco de dados público. Lá, estão registradas todas as transações realizadas com bitcoins desde a criação da moeda.

O nível de dificuldade dos cálculos é reajustado pela rede com o passar dos anos e a conclusão dos blocos, já que o limite de Bitcoin emitido é de 21 milhões.

Especialistas na criptomoeda dizem que esse número deve ser atingido até 2140.

Os supercomputadores

No início, era possível minerar Bitcoin com computadores domésticos. Porém, atualmente a mineração exige poder computacional, ou seja, super máquinas.

Isso ocorre porque o número de bitcoins que um minerador recebe está diretamente ligado à capacidade de processar as transações. Ou seja, o custo da energia elétrica gasta para manter um computador comum funcionando pode ser maior do que o valor recebido em Bitcoin. Portanto, é essencial manter as operações de mineração em um lugar com energia barata, senão isso torna-se inviável.

Há também processadores próprios para minerar bitcoins. Por esses motivos, mineradores costumam ser empresas especializadas. Países frios também se beneficiam, porque é preciso resfriar constantemente os computadores.

Também existe a possibilidade de comprar cotas de mineração. Isto é, o cliente adquire quantas cotas desejar e tem participação nos lucros obtidos.

Quanto custa um Bitcoin?

Há muitos fatores que determinam o valor do Bitcoin, como gastos energéticos envolvidos na mineração e quantidade em circulação, mas o principal é oferta e demanda.

Em 2010, 1 BTC valia menos do que US$ 1. Ou seja, centavos. No mesmo ano, foi feita a primeira compra no mundo real com Bitcoin: duas pizzas por 10 mil BTC, cerca de US$ 40 na época. Se o vendedor manteve essas moedas, hoje pode ter milhões de dólares. A data dessa transação, 22 de maio, é conhecida como Bitcoin Pizza Day.

No início de 2017, a moeda valia U$ 1 mil. Já entre as oscilações bruscas no fim do mesmo ano, chegou a valer mais de U$ 18 mil (R$ 59 mil), segundo a BBC Brasil. No fim de 2017, a moeda digital também passou a ser negociada no mercado de contratos futuros da Bolsa de Chicago, a CBOE (Chicago Board Options Exchange).

Como comprar Bitcoin?

É possível comprar por meio de corretoras, como a CoinBene. Os bitcoins ficam armazenados em uma carteira virtual que é gerada no momento em que o usuário se cadastra no sistema. Na sequência, é emitido um endereço com letras e números que será usado em transações.

Esse endereço deve ser informado para receber Bitcoin. Da mesma forma, para enviar bitcoins, é preciso saber o endereço de destino. Entretanto, cada endereço só pode ser usado uma vez. Ou seja, é preciso gerar um novo endereço a cada transação.

Todas as transações são enviadas para os computadores ligados à rede blockchain do Bitcoin. Isto é, são públicas, mas os usuários são anônimos. Como explicado acima, nenhuma transação pode ser desfeita.

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Redação CoinBene
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