SEGURANÇA E TECNOLOGIA

O curioso caso da exchange canadense

O curioso caso da exchange canadense
Tempo de leitura: 2 minutos

O caso da exchange canadense que perdeu o acesso aos fundos após a morte de seu CEO na Índia, em dezembro de 2018, despertou a atenção dos entusiastas das criptomoedas e da tecnologia blockchain.

E em um artigo, Edson Garrido, Chief Technology Officer da CoinBene, ressaltou as peculiaridades do acontecimento envolvendo a maior corretora de ativos digitais do Canadá.

Histórico

Recentemente, a corretora QuadrigaCX veio a público comunicar aos seus clientes e ao mercado que estava impossibilitada de acessar seus fundos armazenados em uma cold storage após o óbito de Gerald Cotten, que faleceu na Índia em virtude de problemas relacionados à doença de Chron.

A empresa detinha aproximadamente US$ 200 milhões confiados a ela por seus usuários. Em comunicado oficial, a empresa informou que não foi capaz de recuperar os ativos, para desespero de seus clientes, provocando uma série de reações negativas no mercado.

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Consequências

Garrido lembra em seu artigo que esse caso trouxe muita desconfiança à comunidade das criptomoedas, pois há meses a solvência da empresa era questionada por seus clientes em fóruns on-line. Inclusive algumas pessoas levantam a suspeita de má fé por parte da exchange canadense.

O especialista também comenta que é o primeiro caso envolvendo uma morte que acontece no mercado das moedas digitais. Outras ocorrências de falta de acesso às carteiras já aconteceram, mas sem envolver óbitos, e sim, descuido dos donos dos ativos, principalmente no período da alta do Bitcoin, no final de 2017.

Edson cita um caso inusitado envolvendo o investidor Philip Neumeier, que comprou 15 bitcoins por US$ 260 cada. Quando a moeda teve a maior cotação da história, o distraído entusiasta não se lembrava da senha de sua wallet, de modo que ele não conseguia acessar seu patrimônio que estava em mais de US$ 300 mil.

Neste caso, o investidor decidiu criar um supercomputador para quebrar o código por meio da força, mas essa tarefa tem prazo de conclusão estimado em 300 anos.

Lições que o caso deixa

Garrido destaca que, apesar de parecer “trágica”, a história deixa uma mensagem positiva: a garantia de segurança que as cold storages oferecem aos ativos digitais.

Elas ficam sempre offline e geralmente são usadas pelas corretoras para manter suas reservas de criptoativos longe da ação de hackers. A prática, quando somada a outras camadas de segurança como a criptografia de disco, é bastante eficaz e, portanto, normalmente adotada por exchanges sérias.

O CTO destaca que a principal anormalidade no caso da exchange canadense é deixar o acesso à cold storage limitada a apenas uma pessoa. Outras empresas adotam práticas diferentes, como deixar o acesso total dividido a mais de uma pessoa, ou criando uma divisão em que várias permissões, somente combinadas, liberem o acesso ao armazenamento.

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Redação CoinBene
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