EDUCAÇÃO SEGURANÇA E TECNOLOGIA

Contratos inteligentes: futuro a serviço de todos

Tempo de leitura: 2 minutos

Um dos principais propósitos da tecnologia dos ativos digitais é o de simplificar processos. E a CoinBene não poderia ficar fora dessa. Neste texto vamos te ajudar a entender o que são os contratos inteligentes e pra que eles servem.

Contratos inteligentes foram criados para regular protocolos já estabelecidos em contratos físicos, mas com normas que servem para evitar alterações indesejadas, fraudes e quaisquer outros tipos de irregularidades.

Eles permitem realizar serviços rastreáveis e irreversíveis sem a necessidade de terceiros.

Os contratos inteligentes guardam todas as informações sobre os documentos e executam automaticamente – e sem alterações – tudo o que já estava previsto neles.

Conheça a CoinBene

A ideia foi elaborada pelo programador Nick Szabo, em 1994. Ele definiu os conceitos do protocolo, mas na época não havia um ambiente ideal para sua execução.

Porém, com a criação do blockchain, esse cenário começou a mudar, só que as ferramentas da tecnologia não foram suficientes para a operação dos contratos.

Mas com a aparição da rede Ethereum, esses contratos foram colocados em operação para todos, impulsionando à promoção de negócios.

Como funcionam os contratos inteligentes?

Eles executam automaticamente apenas as instruções que lhes são fornecidas. Os termos e os ativos são codificados e colocados no bloco de uma blockchain. Feito isso, eles são distribuídos e copados várias vezes entre os nodos da plataforma.

Então o contrato é executado de acordo com os termos lá estabelecidos. O programa verifica a implementação desses compromissos automaticamente.

Para criar um contrato inteligente é necessário estabelecer os seguintes itens:

  • Objeto: definição de quais bens ou serviços serão bloqueados ou desbloqueados automaticamente.
    Assinaturas digitais: são fundamentais para liberar o acesso dos participantes, pois servem como as assinaturas que iniciam esse acordo.
  • Termos: definem o andamento do processo e possuem uma sequência exata de operações. Todos os participantes devem concordar com eles.
  • Plataforma descentralizada: recebe os termos do contrato, armazena em um blockchain e distribui entre os nodos.

Contratos inteligentes usam todos os benefícios da tecnologia blockchain.

  • Segurança: ajudam a evitar fraudes, pois todo o conteúdo é distribuído e criptografado, o que impossibilita alterações sem o aval de todos os participantes.
  • Economia e velocidade: os protocolos são realizados automaticamente, o que ajuda a eliminar intermediários
  • Padronização: existem vários modelos já pré-definidos. É só escolher um que lhe agrade e fazer as alterações necessárias.

Eles podem ser usados em eleições, onde os votos são armazenados em uma blockchain, evitando os riscos de fraudes, no setor de logística, proporcionando mais segurança para as informações, entre outras aplicações.

Porém, vale lembrar que os contratos inteligentes não são perfeitos. Alguns fatores, como erros no desenvolvimento desses contratos, a falta de regulação dos governos e os custos de implementação podem torná-los inviáveis em alguns casos.

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Redação CoinBene
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