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É possível montar uma carteira de investimento sem risco?

Tempo de leitura: 2 minutos

Investidores com aversão ao risco em investimento já ouviram falar muito a respeito de diversificação. Diversificar nada mais é do que a possibilidade estratégica de administrar o risco. Mas quando definida de forma objetiva e direta, podemos considerar a diversificação como uma forma de alocação de investimento em diferentes setores, categorias ou classes de ativos. Ao diversificar seus investimentos, o investidor procura não se expor ao risco. Cabe a ele a escolha do conjunto de ativos a ser investido, ou seja, quais ativos irão compor seu portfólio.

A composição ideal de um portfólio com baixo risco e alto retorno faz parte da preocupação da maioria dos investidores. Com relação a este assunto podemos destacar a Teoria Moderna do Portfólio. Esta teoria, apresentada por Harry Markowitz em 1952, procurou formalizar um modelo que possibilitasse otimizar a alocação dos ativos numa carteira. O estudo foi aplicado no mercado financeiro tradicional. A Teoria Moderna do Portfolio explica a forma com que os investidores, de maneira racional, usam o princípio da diversificação para otimizar a sua carteira de investimento, e como um ativo arriscado deve ser precificado.

Reduzir o risco no seu investimento

No entanto, nos últimos anos os ativos digitais apresentaram participação importante no campo do investimento. Dentre estes ativos, o Bitcoin é o ativo com maior volume transacionado em relação às criptomoedas. Neste mundo dos investimentos muito se debate a respeito do risco em se investir nas criptomoedas. Ao mesmo tempo que se observa considerável retorno.

Diversificação de carteira risco investimento

Pesquisa por Oda e Rodrigues (2019)

Quando aplicamos a Teoria Moderna do Portfólio incluindo criptomoedas na escolha por um portfólio perfeito, encontramos trabalhos como o de Yanuar Andrisnto e Yoda Diputra. Ambos procuraram encontrar o efeito dos ativos digitais na formação de portfólios e diminuir o risco dos investimentos. O resultado do estudo é pontual: uma ótima alocação estaria no nível de 5% a 20% das criptomoedas em relação ao total dos ativos que compõe o portfólio. Já os estudiosos André Oda e Marcos Rodrigues foram além. Ao incluir as criptomoedas na diversificação de portfólio, observaram uma redução no risco considerável quando o portólio é composto por 95% ações e 5% criptoativos.

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Desta forma podemos concluir que, tanto para o mercado tradicional de ações quanto para o mercado de criptoativos, a opção por diversificação de portfólio é relevante. É possível ter excelentes resultados com um portfólio contendo ambos. A frase “não coloque todos os ovos na mesma cesta” é, definitivamente, verdadeira quando o assunto é amenizar o risco no investimento.

 

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Marcos Rodrigues

Mestre em Economia Aplicada pela Universidade Federal de Pelotas - UFPel, possui Bacharelado em Ciências Econômicas pela Universidade de Caxias do Sul. Cursou pós-graduação no Doutorado em economia  na area de Desenvolvimento Econômico FEA/USP.

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