EDUCAÇÃO SEGURANÇA E TECNOLOGIA

Hash rate importa e muito: entenda por quê

Tempo de leitura: 2 minutos

Se você é novato no universo das moedas digitais, imagino que já tenha lido pelo menos uma vez o termo hash power. Antes de entrar em pânico, leia o texto para desvendar o que vem a ser “esse tal de hash”.

Hash rate, também conhecido como hash power, é uma unidade de medição que calcula quanta energia a rede de uma criptomoeda, como por exemplo o Bitcoin, consome para continuar a ser funcional.

Essa afirmação ser funcional refere-se a quanto poder de hash é consumido para gerar ou encontrar um bloco no tempo médio previsto na rede, no caso a do Bitcoin, que gira em torno de 10 minutos.

A rede Bitcoin consome uma alta quantidade de energia, pois precisa resolver cálculos matemáticos extremamente complexos regularmente para encontrar novos blocos.

Conheça a CoinBene

Os cálculos não podem ser resolvidos sem que o minerador da moeda tenha à disposição supercomputadores que fazem o trabalho árduo codificando o bloco de forma que ele seja menor ou igual ao “alvo”.

O que é esse alvo?

Alvo é um número de 256 bits (gigantesco) que todos os clientes Bitcoin compartilham. O hash SHA-256 do cabeçalho de um bloco deve ser menor ou igual ao destino atual para ser aceito pela rede.

Subentende-se então que, quanto mais baixo o alvo, mais difícil será gerar um bloco.

E não adianta achar que criar um milhão de hashes vai te ajudar encontrar mais blocos. Cada hash fornece um número aleatório entre 0 e o valor máximo de um número de 256 bits.

Se o hash estiver abaixo do alvo, você ganha. Caso não esteja, você incrementa o nonce (variação de uma pequena porção dos cabeçalhos do bloco) e tenta de novo. É quase como uma loteria.

E para melhorar as coisas, o alvo muda a cada 2016 blocos para “democratizar” e dificultar o trabalho de mineração. Assim fica difícil para todo mundo.

Uma vez que já deu para sacar que a variação do nonce é imprevisível, as chances de obter o hash específico que começa com uma infinidade de zeros são muito baixas. Então, um minerador deve variar o nonce centenas de vezes para tentar conseguir criar um bloco.

Esse número de tentativas feitas por segundo é chamada de hash rate. Essas “apostas” para descobrir o alvo correto são feitas basicamente por mineradores de moedas digitais que usam o protocolo Proof-of-Work, e não apenas o Bitcoin.

Comentários

COMPARTILHAR
Redação CoinBene
Bem-vindo à (r)evolução do dinheiro. Sem notas, sem bancos, sem burocracia. Esse é o futuro!
Notícias relacionadas
Wozniak blockchain
Steve Wozniak se envolve pela primeira vez com projeto blockchain
Invasão de computadores rendem US$ 2 mi em criptomoedas
Desmistificando BOTs criptomoedas
BOTs de criptomoedas: vantagens e desvantagens