MERCADO

Há poucas mulheres no mundo cripto. Isso precisa mudar!

Mulheres são minoria no mundo cripto. Vamos mudar isso?
Tempo de leitura: 2 minutos

A cada dia que passa, a luta pela igualdade entre os sexos está cada vez mais em evidência. Só que em alguns mercados, a desigualdade entre homens e mulheres permanece em alta.

No setor de Tecnologia da Informação, por exemplo, a maioria dos profissionais é do sexo masculino. De acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio do IBGE, só 20% dos profissionais que atuam no mercado de TI são mulheres.

E não é apenas no Brasil que isso acontece. Nos EUA, 25% das oportunidades do setor são ocupadas por mulheres, que recebem salários menores do que homens em cargos semelhantes.

Outro dado considerável: um estudo feito pelo site Quero Bolsa indica que apenas 90 entre 600 profissões com diversos níveis de qualificações pagam melhores salários para mulheres do que para os homens.

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Já no mercado financeiro norte-americano, a participação das mulheres não chega nem a 10%.

Mulheres e criptomoedas

O público feminino é mais cauteloso por natureza. Antes de tomarem suas decisões, mulheres costumam analisar com mais cautela e, até mesmo, consultar conhecidos para saber suas opiniões, enquanto homens já são mais destemidos e acreditam que podem dar conta de tudo sozinhos.

E essa cautela feminina prevalece no momento de realizar investimentos. Entre 2002 e 2017, o número de mulheres que investem na Bolsa de Valores cresceu de 15 mil para 141,7 mil, enquanto o total de investidores homens passou de 70,2 mil para 477,8 mil no período, um crescimento quatro vezes maior.

Outro levantamento, desta vez voltado ao universo das criptomoedas, indica que apenas 7% dos usuários de moedas digitais são do sexo feminino, ou seja, ele é predominantemente masculino.

Esse estudo também considerou os ganhos proporcionados pelo Bitcoin em 2017. Investidores obtiveram US$ 85 bilhões no ano, só que desse total apenas US$ 5 bilhões foram conquistado por mulheres.

+ Quais são as diferenças e similaridades entre criptomoedas e tokens?

Como trazer mulheres para o universo cripto?

Uma das possibilidades é a educação. Em entrevista ao Cointelegraph, a diretora de marketing da plataforma global Mogul, Allie Mullen, afirmou que é necessário aumentar a conscientização e a educação sobre investimentos em criptomoedas e blockchain.

A executiva lembra do seu começo na indústria e diz que ela pode parecer complicada, mas depois que começou a entender o negócio percebeu que há muito potencial para engajamento tanto de homens como de mulheres.

 

Já para Phu Styles, fundadora da Women in Blockchain Foundation, se a indústria de blockchain e criptomoedas começarem a gerar empregos em vários campos e ganhar mais exposição, elas passarão a despertar o interesse das mulheres.

Já ouviu falar de blockchain? Em apenas uma frase podemos defini-lo como uma tecnologia que dá segurança e confiabilidade à troca e ao armazenamento de informações entre participantes de uma rede, sem a necessidade de intermediários ou de uma entidade centralizadora. Quer saber mais? Confira aqui!

Outro ponto importante é que as criptomoedas foram criadas para proporcionar mais igualdade e dar acesso a investimentos para todas as pessoas, independente de sexo, nacionalidade e condição financeira.

Com os criptoativos, mulheres podem conquistar independência financeira e terão a oportunidade de entrar em um mercado que possivelmente é diferente dos que são explorados por seus maridos.

Ou até mesmo ganharem mais condições de cuidarem de seus lares com mais tranquilidade. Um levantamento da Escola Nacional de Seguros indica que o total de famílias chefiadas por mulheres avançou 105% entre 2001 e 2015, de 14,1 milhões para 28,9 milhões.

As criptomoedas precisam das mulheres, assim como mulheres também podem encontrar novos mundos com as moedas digitais.

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Redação CoinBene
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