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Taxas de criptomoedas podem ser mais atrativas que as bancárias?

Taxas de criptomoedas podem ser mais atrativas que as bancárias?
Tempo de leitura: 3 minutos

Internet no celular. Jornais, livros e revistas digitais. Transações on-line. Somos cada vez mais tecnológicos. Ou seja, nada mais natural do que nossos meios de pagamentos também serem virtuais.

Por isso, é tão comum ouvir falar em criptomoedas. Na verdade, trata-se de moedas digitais. Contudo, o conceito vai além. Dinheiro de papel possui números de série e marca d´água para evitar falsificação.

Já as criptomoedas usam criptografia e uma tecnologia chamada blockchain para dar segurança e confiabilidade à troca e ao armazenamento de informações. É como um sistema de banco de dados que armazena registros e transações de maneira segura e inviolável, sem a necessidade de intermediários ou de uma entidade centralizadora.

É exatamente essa uma das principais características das moedas digitais: a descentralização. Os registros não ficam armazenados em apenas um lugar. Ao contrário, todos os participantes recebem uma cópia fiel de todas as informações que foram transacionadas e trocadas.

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Isso quer dizer que não existe um Banco Central por trás. Por esse motivo, as taxas cobradas pelas corretoras de criptomoedas costumam ser menores que as dos bancos. “Em geral, as taxas relacionadas às criptomoedas são sempre mais atrativas em relação às de qualquer banco”, diz Alexandre Monteiro, sócio-fundador do MelhorCâmbio.

De olho em cada valor

Entretanto, Monteiro diz que as taxas, como de depósito, transferência e saque, podem variar de uma corretora de criptomoeda para outra. Ou seja, como no caso de qualquer ativo financeiro, o ideal é pesquisar e analisar o valor delas em diversas corretoras.

“O perfil do investidor de criptomoeda é sempre de risco e normalmente se trata de alguém que já tenha certo conhecimento nesse mercado ou que vá investir no máximo 5% de sua carteira. Por ser um mercado de risco, todas as taxas devem ser acompanhadas com o mesmo nível de importância”, afirma Monteiro.

Além de taxas

Monteiro também fala que é preciso estar atento à credibilidade da corretora e à segurança que ela proporciona: “Seria bom conversar com alguém que tenha feito a compra pela plataforma escolhida para ter um feedback”. 

Já André Franco, especialista em criptomoedas da publicadora de conteúdos financeiros Empiricus, diz que as taxas mais baixas são um ponto que atrai novas pessoas para a corretora, mas também não é o único que deve ser observado, principalmente para quem está começando a investir.

“Assim como no mercado tradicional, o suporte que uma plataforma tem é até mais essencial do que as taxas em si. Isso porque para um iniciante que deseja investir nesse mercado, tudo é novo e qualquer coisa diferente da qual está acostumado vai exigir um contato direto com alguém para esclarecer suas dúvidas. Dessa forma, o suporte passa a ser essencial”, fala Franco.

Passo a passo

Franco recomenda que, primeiro, a pessoa procure uma corretora com taxas competitivas e atrativas. Depois, verifique se o suporte que ela oferece o atende da melhor forma.

“Então, faça um pequeno investimento no ativo que mais pareça promissor. Após ganhar confiança no processo, faça novos aportes até chegar ao montante real que deseja investir. Isso fará com que você tenha mais certeza no processo e não sofra por achar que fez algo errado”, diz.

Segundo ele, após passar por esses passos, o investidor ganha confiança e começa a entender melhor sobre compra e venda de criptomoedas. Contudo, o especialista ressalta que as taxas ganham cada vez mais importância conforme o valor dos investimentos aumenta.

“Todas são relevantes para serem olhadas, não importa o perfil do investidor. No entanto, para aqueles que têm quantias maiores, as taxas passam a ser um ponto crucial do investimento, já que até o momento as taxas para negociar criptomoedas são percentuais, e não fixas”, afirma.

Além disso, Franco diz que é interessante ficar atento à diferença de taxas que as corretoras cobram para aqueles que vendem moedas virtuais e os que compram: “Geralmente, quem compra paga menos taxa do que quem vende, pois isso incentiva as pessoas a criarem liquidez dentro da corretora”.

Franco também afirma que as taxas de criptomoedas são mais atrativas: “São bem mais baratas e rápidas do que realizar a mesma operação através de um banco tradicional”.

“A dica é fazer uma boa pesquisa e análise antes, com foco na credibilidade da corretora e também na volatilidade e liquidez do câmbio”, finaliza Monteiro. 

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Redação CoinBene
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